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Como Você tem alimentado a sua alma?

Atualizado: 12 de mai. de 2018



Às vezes ficamos tão atolados na rotina que passamos a viver no automático e esquecemos das coisas que nos fazem bem. Quando nos damos conta, estamos cansados demais, estressados demais e tendo tempo de qualidade de menos. Tem pessoas que quando têm um tempo até sentem dificuldade de pensar no que podem fazer com ele; por fim, acabam gastando todo esse tempo na frente da televisão ou em outra atividade não tão prazerosa.


Outra situação é quando estamos com muito tempo ocioso e nos sentimos mal por isso. No final do dia nos sentimos pra baixo, pois temos a sensação de que foi mais um dia perdido.


Na minha abordagem, a Análise Transacional, utilizamos o conceito de “carícias”, que diferente do significado comum, de carinho, pode ser muito mais do que só isso, incluindo coisas boas e ruins. Carícias são estímulos sociais necessários para um tipo de validação da existência, o tal alimento da alma. Basicamente, diz respeito às formas como você interage com o ambiente, seja de forma positiva ou negativa. Se alguém te trata mal, a sua existência está sendo validada, assim como quando alguém te faz um carinho. Muda apenas no sentido de ser agradável ou não (lógico que isso faz toda a diferença).


Para ilustrar esse conceito, imagine uma bateria de carro com seu polo positivo e negativo. É como se tivéssemos uma bateria dessas dentro de nós, só que ela é carregada com carícias, tendo que completar 100% da carga todos os dias. A regra aqui é que se você não obtiver cargas positivas o suficiente, inconscientemente dará um jeito de obter cargas negativas para completar a capacidade da bateria.


Nada melhor que uma criança que se torna rebelde com a chegada de um irmãozinho recém-nascido para exemplificar. Os pais, naturalmente, não têm mais tanto tempo para dar atenção ao filho mais velho, que, por sua vez, faz bagunça para obter atenção dos pais, mesmo que por brigas. Na fase adulta, podemos adotar atitudes semelhantes (quem nunca ouviu falar de um casal que parece viciado em brigar?).


"Você não vai acreditar na ventania que teve aqui. Acho que ela queria chamar sua atenção."

Todos nós temos padrões, geralmente aprendidos na infância, de como conseguir essas carícias. Pare e pense se o que te incomoda hoje já não acontece, de alguma maneira, há anos?


Abaixo seguem alguns questionamentos que você pode se fazer para melhorar sua “alimentação”:


- O que eu fazia na infância para obter atenção?


- Ainda repito esse comportamento de alguma maneira?


- Minha rotina inclui atividades prazerosas o suficiente?


- O que posso fazer para mudar esse padrão negativo?



Quanto mais carícias positivas obtemos, menos necessidade de carícias negativas teremos. Fica a dica. ;)

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