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7 condutas para ajudar um familiar que está passando por problemas emocionais

Atualizado: 25 de abr. de 2018


A família é uma das áreas mais importantes da vida de um indivíduo. São as pessoas que conhecemos há mais tempo, que estiveram presentes em nosso desenvolvimento participando de grande parte da nossa história, na maioria das vezes dividindo o mesmo espaço, cultura e valores. Na verdade, a família é um grupo dinâmico no qual o que acontece com um membro acaba tendo influência na vida de todos em maior ou menor proporção.

Um membro da família estressado poderá afetar a todos os outros com seu mau humor, por exemplo. Já uma pessoa mais positiva poderá contribuir com otimismo ao ambiente (ou estressar mais o já estressado com esse otimismo). De todo modo, é notória a influência que o estado de uma pessoa próxima terá sobre sua vida, e quem nunca teve uma pessoa próxima passando por dificuldades?

Há uma forma de ajudar?


Primeiramente, há de se ter consciência das limitações que um problema dessa ordem pode trazer. Imagine uma pessoa com síndrome do pânico, por exemplo. As crises são extremamente debilitantes e, frequentemente, a pessoa passa a viver com medo, evitando qualquer estímulo que ela acha que possa desencadear a crise, muitas das vezes evitando até mesmo sair de casa. Essa limitação pode gerar isolamento e sentimentos autoderrotistas (fracasso, impotência e outros), trazendo uma depressão. A coisa tende a virar uma bola de neve.


Abaixo seguem 7 dicas para ajudar seu familiar a superar o problema:


1 – Não julgar negativamente o problema ou fazer cobranças de que a pessoa se resolva. Cada um tem sua batalha e você pode não fazer ideia do que aquela pessoa está passando. Depressão, ansiedade, qualquer outro problema emocional ou doença psiquiátrica não são frescura, e sugerir tal coisa só vai piorar o estado da pessoa. Basicamente, mesmo que você tenha uma opinião negativa sobre o comportamento da pessoa, pare e pense se expor isso de qualquer forma irá ajudar em alguma coisa. Na grande maioria dos casos a resposta é não.


2 – Escute o que a pessoa tem a dizer de uma maneira aberta e ajude-a a entender que essa fase não precisa durar para sempre. Não faça piadas durante essa conversa, não tente ser “o positivão”. A pessoa que sofre quer ser levada a sério, e tentar forçar a barra para ser otimista ou engraçado pode passar a mensagem de que você não está dando validade ao sofrimento do seu familiar. Frequentemente, pessoas com problemas emocionais se tornam pessimistas e é importante deixar claro que você acredita no seu potencial de melhora. Esse é um ato que deixa claro que você se importa com aquela pessoa e está disponível para ajudar.


3 – Conscientize toda a família. Do mesmo jeito que você não deve julgar o problema do outro, os outros familiares também não devem atrapalhar no processo de recuperação da saúde emocional do membro. Não perca de vista que a família é um grupo dinâmico no qual todos se influenciam mutuamente.


4 – Oriente a pessoa a buscar ajuda especializada. Possivelmente ela irá colocar barreiras para procurar um tratamento, pois nossa sociedade ainda é cheia de preconceitos e nem todos gostam de admitir que precisam de ajuda. A palavra “psiquiátrica” gera medo de julgamento dos outros e até de si mesmo. No entanto, certos problemas emocionais requisitam atenção psicoterápica ou, em casos mais graves, tornam-se doenças psiquiátricas que requisitam tratamento medicamentoso.


5 – Busque um tratamento para você. Como dito, o estado de uma pessoa próxima influencia diretamente na sua vida e fazer psicoterapia pode ser um forte aliado para lidar com a essa carga emocional. Nunca é agradável ver uma pessoa querida em sofrimento e isso pode te trazer um sentimento de impotência também. Além do mais, os seus atos também influenciam na vida do seu familiar, de maneira que ver outro membro da família buscando um tratamento pode ajudar essa pessoa a aceitar melhor a ideia de buscar um tratamento também. Dar o exemplo é sempre a melhor forma.


6 – Coloque-se à disposição para ir junto com a pessoa nas primeiras sessões ou consultas, ou até mesmo agendar, caso a pessoa não consiga fazer sozinha. É um momento muito delicado para muitos e ter uma companhia de confiança pode deixar tudo mais aceitável.


7 – No mais, seja paciente com a pessoa. Frequentemente pessoas nesse estado adotam comportamentos agressivos ou não agradáveis, de uma maneira geral, e isso poderá gerar afetos negativos em você. Tenha consciência de que seu familiar não escolheu estar passando por essa fase.


E você, já foi afetado por um problema de alguém próximo? Comenta lá no Instagram e Facebook o que você fez pra lidar com isso!

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