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Existe terapia objetiva?



Vejo que ainda há muita dúvida acerca do trabalho do psicólogo clínico. Alguns amam e acham que todos deveriam fazer terapia, outros já estigmatizam como “coisa de maluco” ou “pagar para conversar”. Mas será que psicólogo é só conversa?


O que muitos não sabem é que há muitas abordagens em psicologia com diversos objetivos. Claramente, nossa sociedade ainda tem como modelo a psicanálise, que pode ser considerada como o primeiro tipo de psicoterapia, idealizada pelo famoso Freud. Porém, de lá para cá, várias outras linhas foram surgindo. Então, qual a melhor?


O problema começa nessa pergunta, já que não há abordagem melhor ou pior. Existe aquilo que você acredita e que funciona para você e o que não, mas pode funcionar para outros.


Na Análise Transacional, que é minha abordagem (isto é, o que eu acredito e funciona para mim), trabalhamos focados em objetivos bem definidos da maneira mais direta, porém não rasa, possível. No início, é levantado um histórico pessoal, assim como o que levou o indivíduo a buscar a terapia. A partir daí, é feita uma listagem de quais são seus objetivos com o processo terapêutico. Eles devem ser muito bem definidos e observáveis, para que não reste dúvida de que a terapia está no caminho certo ou não.

Nem todos têm facilidade para traçar metas objetivas. Muitas das vezes tentamos algo que não é exatamente possível, estando assim fadados ao fracasso. Chamamos isso de autossabotagem. Outra forma de se sabotar é traçar objetivos não observáveis, comumente terminando em desmotivação – já que a pessoa nunca consegue perceber o progresso de maneira clara.

Vale também dizer que o objetivo maior da terapia é direcionar o cliente para a autonomia. Isto é, que a pessoa consiga, depois de um tempo de tratamento, gerenciar sua própria vida da melhor maneira possível, sendo capaz de fazer autoanálises e viver em conformidade com seus objetivos pessoais.

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